ACE/CDL vai devolver dinheiro das cartelas do Hexa da Sorte

A partir desta sexta-feira (14), a empresa Polytel Promoções Assessoria & Mídia Ltda., através da União ACE (Associação Comercial e Empresarial) e CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), de Botucatu, estará devolvendo o dinheiro ? s pessoas que compraram no comércio e participaram da promoção do Hexa da Sorte, adquirindo cartelas para concorrer a variados prêmios.

A promoção foi veiculada no primeiro semestre do ano passado na região de Botucatu, Bauru, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto e tinha a adesão de 50 cidades e a cada R$ 20,00 em compras nas lojas credenciadas, o cliente podia comprar uma cartela Hexa da Sorte com mais R$ 1,50. O consumidor iria concorrer a quatro carros zero quilômetro e a uma casa no valor de R$ 75 mil. O sorteio estava marcado para acontecer dia 17 de julho, em Bauru.

Entretanto, o juiz federal Osias Alves Penha, da 4ª Vara de São José do Rio Preto suspendeu o sorteio do Hexa da Sorte, sob a alegação de tratar-se de exploração de jogos de azar. A empresa detentora do produto é a Aplub Capitalização S/A e Aplub de Preservação Ambiental, sediada em Porto Alegre, do Rio Grande do Sul, que foi representada em Botucatu pela Polytel Promoções Assessoria & Mídia Ltda, do empresário Ivaldo dos Santos. O caso está na Justiça.

O presidente da ACE/CDL, Antônio Cecílio Júnior, alega que muitas pessoas que adquiriram as cartelas estavam cobrando uma posição da entidade. “A devolução do dinheiro ? s pessoas que acreditaram nessa promoção é o mínimo que poderia ser feito. Conversamos com o empresário Ivaldo (dos Santos) e ele se prontificou em fazer a restituição do dinheiro, mesmo com o processo correndo na Justiça”, disse Cecílio Júnior.

Ressalta o presidente que para reaver o dinheiro basta a pessoa interessada comparecer na sede da ACE/CDL na Rua Curuzu e apresentar as cartelas. “Acredito que serão R$ 30 mil em restituição. Nossa preocupação é que nenhum consumidor seja lesado. Nos já apoiamos campanhas onde foram sorteados até apartamento e carro e nunca ninguém saiu lesado. Por isso, como apoiamos o Hexa da Sorte, sentimo-nos na obrigação de dar uma satisfação ? cidade”, salientou.

O proprietário da Polytel Promoções Assessoria & Mídia Ltda, Ivaldo dos Santos, desde que o sorteio foi cancelado disse que investiu muito nesse projeto. Confirma que comercializou o produto, mas sua empresa não é responsável pelo sorteio, pois apenas representava a Aplub. “O que fiz foi representar a empresa (Aplub). Quem tem que responder (pelo Hexa da Sorte) é ela. Tenho uma história de vida dedicada ao comércio de Botucatu e não iria fazer absolutamente nada que fosse ilegal.”, colocou Santos.

A liminar concedida pelo juiz federal Osias Alves Penha em ação civil pública movida pelo MPF (Ministério Público Federal), alega que o “Hexa da Sorte” é semelhante a outro produto, o “Hiper Cap Rio Preto”, proibido pela Justiça Federal em maio do ano passado.

De acordo com o MPF, as empresas estariam desrespeitando a decisão judicial. “Os produtos realmente são similares e (foi concluído) que a decisão foi descumprida”, alegou o juiz na decisão. “A prática ilegal consiste na exploração de jogos de azar, o que contraria as regras legais sobre o assunto”, disse, acrescentando que os prêmios são custeados diretamente pela venda do produto.

Paralelo a suspensão da campanha, a Justiça também determinou que as empresas providenciassem a transmissão, nos mesmos canais televisivos e de rádios onde veicularam a realização do sorteio, mensagem informando que ele foi cancelado por força de decisão judicial.